07/03/08

A MINHA FLOR DE LÓTUS

Tão bela e singela, honesta e frontal, alegre e deprimida com as nuances da vida... tão frágil mas envolvida numa carapaça de silêncio sofredor...
Amo-a à tanto tempo e à tão pouco, ...ainda não a conheço inteiramente...vou chegar lá...
O meu primeiro e último pensamento, a minha razão para todos os dias sorrir e conseguir trabalhar, construir o nosso futuro, ou pelo menos um futuro a dois, de partilha, entrega total, amor cego e insolúvel, amo-a pelos beicinhos, pelos trajeitos que faz ao arranjar o cabelo, pelas respostas mudas de concordância ou pelo esgar traiçoeiro de um olhar reprovador... amo-a, a candeia da noite escura que é a minha vida, o alimento da minha alma... a minha razão de ser.
Todos os dias agradeço 0 simples facto de me deixar partilhar a sua vida. Cada vez que dizemos até logo, sinto-me só e sem rumo...
Já tentei, mentalmente, descrever a sua imagem, tentando perceber o que mais me chama a atenção, e não consigo focar apenas um aspecto... olhos felinos, de um verde água, olhar penetrante e revelador de sentimentos e emoções profundas, sem ilusões..., silueta macia, esguia, leve, não anda, flutua... sorriso delicioso, de contornos finos e elegantes, culminando com uma postura distante e inalcansável... este exercício é como provar um vinho desconhecido, muito bom, de preferência envelhecido em casco de carvalho francês, e tentar de uma só vez descrevê-lo... como diriam os peritos, um vinho desses tem que ser provado pelo menos 3 vezes, em alturas distintas, até conseguirmos descrever todas as suas qualidade... e defeitos...
Depois de um ano de sensações intensas restam-me mais dois para descobrir todas as suas qualidade e defeitos.

No Entanto Amo-a, à minha Flor de Lótus.

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