13/07/09

A Viagem...

Vamos começar uma viagem inigualável, sem destino garantido, sem prazos e sem garantias... uma viagem a dois, uma procura incessante de carinho, calor, compreensão, paciência e amor.

Para já veneza... depois a vida...

Ao fim destes anos ainda duvido desta nossa realidade... ainda adormeço a pensar em ti, mesmo que estejas ali ao lado... é do teu calor que me alimento, do teu sorriso (bicos incluidos), embora cada vez seja mais uma certeza, continuo o mesmo rapaz assustado que um dia te roubou um beijo, debaixo de um candeeiro, às 3 da manhã, ao som da música mais improvável que algum dia teria imaginado para mim... a nossa música.

Quando começou?... nunca consegui lembrar-me de algo em concreto... foram olhares, conversas banais e sem segundas intenções, momentos de cumplicidade e pura amizade e, um dia, sem que nada o fizesse prever, tive saudades tuas... nem sei como... fui buscar-te para tomar café... passeámos, conversámos sobre tantas coisas, descobri os teus sentimentos, angústias e temores, ficámos mais amigos... até que, em tantos momentos... senti saudades...

Dei por mim acordado ainda antes do nascer do sol, sentado numa varanda, pensando em ti e em como queria que estivesses ali comigo, partilhando a beleza da aurora e o som dos pássaros nas árvores próximas que acordavam para o novo dia... faltavas tu... mas mesmo assim deixei-me ficar no meu canto, agarrado a um passado... e apenas um OK quebrou essa réstia de resistência... Um OK que me pôs KO... numa fria madrugada de Março, um primeiro beijo, um primeiro arrepio...
Assim começou esta nossa viagem...

À noite

À noite, na maior parte das vezes, durmo que nem pedra.
ultimamente não tem sido bem assim... está quase no dia "D", vou voltar a casar... isso mesmo... voltar.
Há quem diga que casar, só uma vez na vida... será?... não posso deixar de discordar, que futuro teremos nós, como civilização, se não conseguirmos dominar os nossos receios e dar o salto em frente, tentar alcançar aquilo que todos procuramos... a felicidade... independentemente das vezes e das voltas que dermos.
Continuo tão apaixonado como no início da nossa relação, mas luto constantemente para impedir a estagnação, para tratar este amor como uma pequena planta que precisa ser regada e protegida, para não cometer erros passados, afinal o passado serve exactamente para isso... a escola da vida... o nosso calo emocional.
Apostei tudo neste novo começo... e ela também... a ver vamos como tudo será...