Todos os anos o outono é uma época de sentimentos lúgrubes, muitas vezes associados ao tempo amorfo que caracteriza esta estação.
Para mim o outono é o prelúdio, o quase encerrar de mais um capítulo na minha vida.
Este ano, particularmente difícil, entra agora na sua recta final... e ainda falta fazer tanta coisa...
Ainda não consegui apagar os riscos feitos com giz de insegurança, traçados na ardósia da vida por um punho firme e ao mesmo tempo exitante... sei o que quero mas às vezes parece quase impossível conseguir... falta fazer tanta coisa...
Creio sinceramente que o próximo ano será, definitivamente, o arranque para o fim do resto da minha vida...
Quero correr e saltar, rir e chorar... amar e ser amado...
Quero apagar a ardósia e voltar a desenhar o sorriso da alegria de viver...
Plantar um jardim, semeá-lo com retoques de amor e paixão, recortado pelas árvores, com raízes profundas, da amizade e da verdade... um relvado verdejante onde possa correr a liberdade para amar... e amar é viver, não se vive sem amor e não se ama sem viver...

Sem comentários:
Enviar um comentário