Por qualquer motivo, aquilo que os outros pensam e dizem tem muita importância, ou melhor, tem a importância que lhe dermos...
Que pensaram desta ou daquela atitude?... Será que não podemos apenas ser nós e viver o dia-a-dia sem o flagelo da aparência, o que aparentamos ser em vez do que somos na realidade?
Não sendo fácil viver neste mundo, rico em intrigas e mesquinhices, devemos então optar por escolher viver(conviver) com aqueles que realmente importam para nós...
Isto a propósito de mantermos máscaras sociais, escondermo-nos nas nossas carapaças, protegidos dos outros, ou, pura e simplesmente, escondidos dos outros...com medo do que pensarão de nós...
Não quero viver escondido, preso à situação neutra de apenas sobreviver... quero viver, e viver em pleno, amar e ser amado, ser feliz e provocar felicidade, quero ser eu, gostem ou não... mas apenas eu e não aquele que queriam que fosse...(isto até parece conversa de gay), mas é uma realidade. Não são só as minorias com comportamentos considerados "desvios" que se escondem. Chego à conclusão que todos temos as nossas capas, uma mais espessas que outras, mas estão lá.
O ditado de que não se pode agradar a gregos e troianos é absoluto quando vivemos em sociedade mas, se assim o entendermos, podemos agradar a alguns e ganhar o respeito dos outros...
As decisões tomadas racionalmente ou apens com o coração enquadram-se perfeitamente neste raciocínio, alguém vai ficar agradado, alguém vai ficar indiferente, alguém vai ficar zangado... apenas temos que ter consciência qual o efeito produzido e se era isso mesmo que queríamos, agradar ou zangar ou, em casos menos importantes, ser indiferente...
um dia ouvi uma conversa entre duas pessoas em que o diálogo decorria mais ou menos assim:
- Chegas tarde?
-Porquê?... a tua vidinha não te chega?
- A minha chega-me... mas a tua ... a tua interessa-me.
Exactamente, a vida dos outros interessa-nos tanto ou mais do que a nossa... e isso sim. É pena.
04/06/07
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