22/05/07

Numa Manhã de Primavera

Não, os passarinhos não cantavam nas árvores, mais se parecia com um dia de inverno, chuva, vento, frio...tudo o que nos faz querer ficar na cama...ainda assim, ao fim de tanto tempo consegui isso mesmo...ficar na cama.
Sensação doce, que desperta em nós aquela languidez própria do calor terno e aconchegante do amor...convém explicar que não estava sozinho..., e ainda bem.
Senti-me o mais feliz e ao mesmo tempo o mais triste, este momento tão ansiado e procurado representava um pequeno adeus...vais-te embora...apenas algum tempo mas, mesmo assim vais... sinto-me como um pai que vê o seu rebento andar pela primeira vez, os primeiros passos rumo a uma independência que, inevitavelmente acabam em separação ... e choro de alegria e de tristeza, estes factos são indissociáveis.
Queria que este momento fosse infindável, pura ilusão...tudo acaba...mas mesmo assim queria.
Quero guardar estes momentos até o teu regresso, o cheiro doce do teu cabelo, a suavidade da pele, a meiguice do olhar...tudo...tudo...tudo...volta depressa, estou esperando.
Numa manhã de primavera amei e fui amado, como se pela última vez... cinco dias são uma eternidade, a ausência e a solidão...tão perto e tão longe...ai como sofre um coração...


Nunca pensei
e ainda me custa a creditar
...aconteceu-me...
numa manhã de primavera...
perder-me no teu olhar.

Nunca tive muito jeito para poeta mas, mesmo assim, acho que não ficou muito mal...

1 comentário:

Unknown disse...

Ficou lindo! Pelo menos para mim... Meu poeta eu vou mas volto, anseio pelo meu regresso...
Numa manhã de primavera os nossos corações bateram como um só...